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A inactividade
física é reconhecida hoje, como importante factor de risco
para doenças cardiovasculares. Embora não possa ser
considerado potente factor de risco, como tabagismo,
hipertensão arterial e hipercolesterolémia (taxa de
colesterol sanguínea aumentada), é muito importante pois
atinge percentagem muito elevada da população.
A
prática de exercício físico regular é aconselhada pela
comunidade científica a fim de preservar o bem-estar
físico, psíquico e social das populações, com particular
ênfase nos países mais industrializados.
Nas doenças
cardiovasculares, a actividade física é muito importante,
pois interfere no controlo de múltiplos factores de risco
dessas doenças, tais como em situação de: hipertensão
arterial; tabagismo; stress; excesso de peso/obesidade;
diabetes e hipercolesterolémia.
Conselhos
práticos
Alguns
conselhos práticos no que respeita a actividade física
regular, na prevenção primária das doenças cardiovasculares:
1
-O exercício físico regular não significa apenas actividade
desportiva, de lazer, ou competitiva, mas também outras
actividades diárias, como por exemplo, relacionadas com
certas áreas de trabalho manual (jardinagem, "bricolage",
actividades profissionais mais activas, etc.), subir e
descer escadas não utilizando o elevador, marcha na rua
(indo a pé para o emprego) descer na paragem do autocarro
anterior á habitual.
2
- A actividade
física, para ter repercussões em termos de prevenção
primária das doenças cardiovasculares, deverá ter as
seguintes características:
- Ser
praticada pelo menos três vezes por semana.
- Cada
sessão ter, pelo menos, a duração de 20 minutos.
- O
exercício fisico deve solicitar múltiplos grupos
musculares dos membros e do tronco.
-
Actividades físicas moderadas e prolongadas no
tempo são as mais eficazes. São delas exemplos ideais:
marcha rápida; corrida; ciclismo; natação; dança de
salão e a aeróbica; ginástica de manutenção, etc.
- A duração
e a frequência da actividade física devem aumentadar
lenta e progressivamente.
- A execução
do programa de exercício físico deve ser continuada, de
pouco servindo actividades isoladas no tempo.
3
- A actividade
física deve ser adaptada à idade e a outros condicionalismos
do indivíduo. Em idades jovens, podem ser de carácter
competitivo, pois em geral, quanto maior for a sua
intensidade em termos de duração e frequência maiores serão
as repercussões orgânicas em termos cardiovasculares. Em
indivíduos acima dos 35 anos, os exercícios devem ser,
sobretudo de carácter não competitivo e encaradas como forma
de lazer. Actividades físicas muito intensas em indivíduos
de escalões etários superiores, podem não estar indicadas.
4
- Os programas devem iniciar-se na infância, para se obterem
melhores resultados, no entanto nunca é tarde para começar!
5 -
O facto do
indivíduo ter praticado desporto ou exercício fisíco intenso
na sua juventude não lhe concede protecção contra doenças
cardiovasculares, se deixar de realizar actividade física
e/ou se estiver sujeito a outros factores de risco.
6 -
Antes de iniciar qualquer programa de exercício deve ser
realizado exame médico prévio, qualquer que seja a idade do
indivíduo em causa.
7 -
O médico
especializado em actividade física ou o licenciado em
educação física são os conselheiros ideais para ajudar a
escolher a actividade mais adequada, em cada individuo em
particular.
Um programa de
actividade física regular e bem elaborado será muito
importante na prevenção das doenças cardiovasculares, com
repercussões positivas na qualidade de vida das populações.
Contudo, como sempre, é necessário bom senso e moderação,
não esquecendo que "Se uma colher de xarope faz bem, duas
poderão fazer mal".
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