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O Plano de
Contingência para Ondas de Calor foi activado em 17 de Maio
e assim permanecerá até 30 de Setembro, período durante o
qual todos deverão estar informados das medidas mais
adequadas para minimizar os efeitos das altas
temperaturas.
Este plano pressupõe três níveis
crescentes de alerta:
o primeiro nível (verde)
corresponde a temperaturas normais para a época do ano, às
quais está definida a manutenção das medidas gerais.
O nível dois (amarelo) refere-se
a «temperaturas elevadas que podem provocar efeitos na
saúde».
Neste nível, será divulgada
informação à população, às entidades competentes de saúde e
a outros sectores institucionais e reforçada a capacidade de
resposta das unidades prestadoras de cuidados de saúde.
O alerta vermelho (nível três) é
o mais grave e será activado quando se registarem
temperaturas muito elevadas que «podem trazer graves
problemas para a saúde».

Nesta fase, além da divulgação da
informação, as autoridades procederão ao transporte para os
locais de abrigo, ao acompanhamento de grupos mais
vulneráveis
- idosos institucionalizados, crianças
e pessoas a viverem isoladas - e assegurarão a capacidade de
resposta das unidades prestadoras de cuidados de saúde.
De acordo com o plano, museus,
cinemas, centros comunitários, bibliotecas e centros
comerciais servirão de abrigo contra as temperaturas muito
elevadas.
A localização destes abrigos poderá
ser transmitida à população e aos profissionais de saúde.

Uma das novidades do plano este ano
é a monitorização do eventual aumento de procura das
ambulâncias do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM),
associado ao aumento das temperaturas.
O Plano de Contingência para as
Ondas de Calor foi criado em 2004, depois de, entre 30 de
Julho e 14 de Agosto de 2003, Portugal ter estado sob o
efeito de uma onda de calor que provocou 1.953 mortes a
mais.
O Plano vigorou novamente em 2005,
altura em que, de acordo com o balanço da DGS, o calor
excessivo durante o Verão terá provocado mais 462 mortes do
que o
normalmente registado nesta época do ano, sendo a maioria
relativa a pessoas com mais de 74 anos.
Em 2006 registaram-se cinco ondas
de calor que provocaram 1.259 mortos em Portugal, a maioria
dos quais pessoas com mais de 75 anos, de acordo com a
Direcção-Geral de Saúde (DGS).
Segundo o relatório de avaliação do
Plano de Contingência para as Ondas de Calor 2006, o Verão
desse ano foi o quinto mais quente em Portugal desde 1931.
Entre 24 de Maio e 09 de Setembro
houve cinco ondas de calor e a que se registou
entre 07 e 18 de Julho foi já considerada como a mais
significativa em Portugal, para o mês de Julho, desde 1941.
Esta onda de calor atingiu quase
todo o território e na região do Alentejo durou 11dias.
De acordo com a DGS, as ondas de
calor não resultaram num «acréscimo estatisticamente
significativo» da procura de cuidados de saúde nem serviços
de urgência.
Contudo, registaram-se mais 28.893
episódios de urgência (mais 12,5 por cento)
nestes cinco períodos.
Dados de 67 conservatórias do
Registo Civil apontam para mais 1.123 óbitos para a
população em geral, dos quais 898 com idades iguais ou
superiores a 75 anos para o período entre 07 e 17 de Julho.
No período de 04 a 13 de Agosto
registaram-se mais 136 óbitos para a população em geral, dos
quais 118 em pessoas com 75 ou mais anos de idade.
CUIDADOS A TER NOS PRÓXIMOS MESES
Os idosos e as crianças menores de
três anos são dois grupos particularmente vulneráveis aos
efeitos do calor. Para eles, e não só, são estas as
recomendações da
Direcção-Geral de Saúde em caso de uma onda de calor:
- Beba água (ou sumos de fruta
naturais), sobretudo nos dias de maior calor
- Dê água ou sumos de fruta com
regularidade aos idosos, mesmo que não tenham sede
- Evite bebidas como o chá
forte, café ou bebidas alcoólicas (já que favorecem a
formação de urina)
- Aloje os idosos e as crianças
em locais ventilados e arejados
- Evite a exposição ao Sol e ao
calor (sobretudo entre as 12h00 e as 16h00): procure locais
frescos e à sombra
- As crianças e os idosos devem
usar chapéu sempre que saiam à rua

- Deve ser utilizada roupa de
cor clara e de preferência de algodão
- Evite a prática de esforços
físicos intensos em alturas de maior calor
- Faça refeições leves e
repartidas
- Visite com regularidade os
idosos que vivem sozinhos, sobretudo nos dias de maior calor
LINHA DE SAÚDE PÚBLICA
A Linha (808
211 311) activa o módulo de
Verão, com reforço dos mecanismos para um atendimento mais
personalizado.
ALERTAS DIÁRIOS NA INTERNET
Os alertas diários sobre o calor vão
ser disponibilizados diariamente no site da Direcção Geral
de Saúde:
www.dgs.pt.
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